Ponte no rio do sonho

As pontes eram de matéria sonho
Ela deslizava lenta e lisa
Na superfície das águas
Eram intenções claras
Mas só quando o dia se apagava
Servia-se da selvagem necessidade do corpo
Acendia o fogo das lembranças
E incendiava sua casa
Era uma festa
E tantos gritos

Eram de alegria
E tantas contrações lunares
Anunciavam a mesa posta
Era só assim que ela sabia
Todas as noites
O sol também vinha
Era solitário ver o tempo saudá-lo.

livro aberto verde

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