Fonte

fonte

Ela não usava mais os navios aportados em sua mente
Singrava o mar cortante com os pés descalços
Levada pelo vento
E dorso de uma baleia era apenas mais um porto para sua solidão
Sem barcos, sem velas e muitos naufrágios
Até aprender a mergulhar
O que em dias de calor
Era seu enriquecido aprendizado das fontes
Sim, as fontes eram lugares seguros onde ela não se importava em ser ela
Jorrava

Como jorram os (des)conhecidos sinais que querem dizer algo
De Deus
Da Morte
E dela
Não era seguro
mas ela parava e se sustentava no ar rarefeito
Eram dúvidas
Ermas sombras
De um sinal
Onde a vida e a morte se encontravam nela
E um dia
Uma delas venceria
Por enquanto, ela apenas vivia.

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